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Sábado, 13 de Março de 2010
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Desenvolvimento Sustentável

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Enquadramento

O desenvolvimento sustentável é “um desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades”

Relatório Brundtland, 1987

Traduz-se em desafios que colocam em parceria a administração e todos os outros sectores da sociedade, promovendo a qualidade de vida numa perspectiva integrada que engloba preocupações ambientais, sociais e económicas.

imdesenvolvimentosustentavel

Campanha das cidades e vilas sustentáveis

 Entre 3 e 14 de Junho de 1992, realizou-se no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, adoptando-se o plano de Acção das Nações Unidas para o século XXI – a Agenda 21 (linK-download - anexo1). Este documento posiciona a importância de cada País em se comprometer na reflexão sobre a forma pela qual todos os sectores da sociedade orientam as soluções para os problemas sócio-ambientais e os seus objectivos de desenvolvimento.

 No capítulo 28 deste documento é feito um apelo às autoridades locais de cada país referindo o papel central da escala Local no desenvolvimento Global, pela sua proximidade real aos problemas e às aspirações da comunidade a que pertencem.

 “Como muitos dos problemas e soluções tratados na Agenda 21 têm as suas raízes nas actividades locais, a participação e cooperação das autoridades locais será um factor determinante na realização de seus objectivos. As autoridades locais constroem, operam e mantêm a infra-estrutura económica, social e ambiental, supervisionam os processos de planeamento, estabelecem políticas e regulamentações ambientais locais e contribuem para a implementação de políticas ambientais nacionais e sub nacionais. Como nível de governo mais próximo do povo, desempenham um papel essencial na educação, mobilização e resposta ao público, em favor de um desenvolvimento Sustentável. ”  Agenda 21 Cap.28  (UN,1992)


Dois anos após esta Cimeira, a Carta de Aalborg, marca o início da Campanha das Cidades e Vilas Sustentáveis. O seu conteúdo estabelece um conjunto de valores e estratégias para alcançar o Desenvolvimento Sustentável em áreas Urbanas e define a necessidade de organizar uma Campanha que aposte no apoio e divulgação de políticas incentivadoras da Sustentabilidade Local – Campanha das Cidades e Vilas Europeias para a Sustentabilidade. Esta Carta apela ainda às autoridades locais para que iniciem processos de Agenda 21 Local, e reforça a necessidade de se desenvolver planos de acção local.

Em 2004, 10 anos depois da carta de Aalborg, decorreu novamente e na mesma cidade, a Conferência Aalborg 10+, onde são definidos e aprovados os “Compromissos de Aalborg” (linK-download – anexo2), que reforçam o compromisso da Rede de Cidades e Vilas Sustentáveis através da implementação prática de 10 princípios de Sustentabilidade:

1.     Governância

1.     Gestão Local para a Sustentabilidade

2.     Bens Comuns Naturais

3.     Consumo Responsável e Opções de Estilo de Vida

4.     Planeamento e Desenho Urbano

5.     Melhor Mobilidade Menos Tráfego

6.     Acção Local para a Saúde

7.     Economia Local Dinâmica e Sustentável

8.     Equidade e Justiça Social

9.     Do Local para o Global

campanha das cidades e vilas sustentaveis

Com base nestas reflexões, documentos e estratégias produzidos nas conferências descritas, surgiu a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável , constante na Resolução de Conselho M n.º 19/2007, de 20 de Agosto.
Ciente da necessidade emergente de uma mudança de atitude no rumo do desenvolvimento Global, o Município da Maia incorporou os princípios da Agenda 21 Local, através da Carta da Maia para a Sustentabilidade. Esta Carta aprovada em reunião de Câmara em 22 de Abril de 1999 declara que considera como pontos de partida para o lançamento do processo da Agenda21 local, os princípios da Carta das Cidades e Vilas Europeias em Direcção à Sustentabilidade (Carta de Aalborg) e do Plano de Acção de Lisboa: da Carta à Acção.

As Prioridades de acção definidas na Carta da Maia para a Sustentabilidade são as seguintes:

  • Conceber um plano de acção integrado para implementação da “Agenda 21 Local”, abrangendo aspectos ambientais, sociais económicos, de boa governabilidade local, e baseado numa avaliação de necessidades do Concelho.
  • Adoptar o uso de indicadores de sustentabilidade para monitorização da aplicação da “Agenda 21 – Local”.
  • Melhorar o comportamento ambiental do Município, promovendo a integração horizontal do ambiente em todos os processos de tomada de decisão.
  • Melhorar o comportamento ambiental do Município, promovendo a integração horizontal do ambiente em todos os processos de tomada de decisão.
  • Fortalecer a base económica do Concelho, promovendo as infra-estruturas produtivas e melhorando as condições de competitividade das Empresas, ainda qu procurando reduzir as suas externalidades negativas.
  • Incentivar a aplicação de planos de gestão ambiental e de auditorias por parte das empresas.
  • Dar resposta às necessidades de abastecimento de água ao Concelho e realizar o tratamento das águas residuais segundo as normas vigentes.
  • Proceder a limpeza e requalificação das linhas de água do Município.
  • Implementar uma política de gestão dos resíduos, segundo a política dos “3 R’s – Reduzir, Reutilizar, Reciclar.
  • Promover uma política de gestão de qualidade do ar e do ruído, que vá de encontro às normas existentes nessa área.
  • Implementar uma política de ordenamento do Território que considere a qualidade ambiental e de vida no Município, em domínios como os espaços verdes, a mobilidade urbana e a qualidade dos espaços urbanísticos.
  • Concretizar uma política integrada de transportes, promovendo o uso dos transportes públicos, de transportes ecológicos e de caminhos para peões e bicicletas.
  • Promover o uso de energias renováveis e o uso eficiente da energia no Município.
  • Desenvolver políticas para a promoção da equidade social, através de programas de criação de empregos, de integração, de habitação e de acção sanitária.
  • Estabelecer programas de sensibilização, educação e formação ligados ao desenvolvimento sustentável.
  • Aproximar a Câmara dos Munícipes e dos diversos agentes locais. Concretizar processos de consulta, informação e parcerias com os diversos sectores da Comunidade, de modo a dar poder aos cidadãos e outros actores locais, assim como fomentar a participação profunda nos processos de decisão local.
  • Desenvolver projectos comuns e resolver desequilíbrios, segundo o princípio da negociação.

Assinatura dos Compromissos de Aaborg

A apresentação pública da Agenda 21 Local da maia, marcou a oficialização da política de Sustentabilidade Local que a autarquia tem vindo a desenvolver, a diversas escalas, através da assinatura dos compromissos de Aalborg, que servem de ponto de partida para o processo de

estabelecimento de metas e reforçam os princípios definidos na Carta de aalborg, através da implementação prática de um conjunto de princípios de Sustentabilidade.

Foto reportagem do evento.

Para além das prioridades de acção delineadas nesta carta, a Autarquia desenvolve actualmente diversas iniciativas que se cruzam com o Desenvolvimento Sustentável e com o desenvolvimento de uma Agenda 21 Local. Neste sentido, o processo maia21 que agora inicia, deverá integrar todos as iniciativas em curso, dinamizar e participar acções previstas e dinamizar outras decorrentes do processo de participação da Agenda 21 Local.

Entre as iniciativas já existentes enumeram-se as mais importantes:

  • Futuro sustentável/ Plano Estratégico de Ambiente do Grande Porto;
  • Inquérito de Ambiente no Concelho da Maia;
  • Plano estratégico de Desenvolvimento Sustentável do Concelho da Maia (PEDSCM);
  • Portal do Ambiente e do Cidadão;
  • Guias de Sustentabilidade;
  • Plano Director Municipal;
  • Agendas 21 das Freguesias da Maia e de Moreira;
  • Conselho Municipal para o Desenvolvimento Sustentável;
Conselho Municipal para o Desenvolvimento Sustentável
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